Instituto das Irmãs Franciscanas da

Penitência e Caridade Cristã

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Madre Madalena

Maria Catarina Damen, filha de Cornélio e Gertrudes, nasceu no dia 19 de novembro de 1787, num pequeno povoado, chamado Laak, na Holanda. Viveu no período da Revolução Francesa, em que era proibido praticar a religião: os padres não podiam celebrar missa nem administrar os outros sacramentos; as pessoas não podiam professar sua fé. Nesta época, Catarina ouvia de sua mãe: “Deus Cuida!”.

Ainda em tempos difíceis, Catarina Damen, muito jovem, vai trabalhar em Maaseik, como doméstica. Nesta cidade tem contato com os Freis Capuchinhos, que tinham conseguido, em 1810, permissão para reabrir seu convento. Com os Capuchinhos, Catarina bebe da espiritualidade Franciscana, e aprende deles o jeito simples, humilde e pobre de viver; e também a solicitude e o modo de acolher os mais carentes. Trabalhando na casa paroquial também conhece a Ordem Franciscana Secular, que tenta se reorganizar. Em 1817, Catarina, junto com outras três jovens, emite os votos como franciscana terciária.

Mas, o projeto de Deus para Catarina era outro. Assim sendo, fica pouco tempo com as companheiras, pois, em 1825, o Padre Van der Zandt, pároco da cidade vizinha, solicita às Irmãs da Casa da Escadinha - como eram conhecidas – que o ajudassem com as crianças de sua localidade, dando-lhes a instrução religiosa e educação necessária; mas como ninguém se dispusesse a ir, Catarina se transfere para aquela cidade, Heythuysen. Sabe-se pela história que ela não foi bem recebida pelo pároco, que esperava outras duas mais bem dotadas para a missão que tinha em mente. Este ao invés de lhe confiar a educação das crianças, coloca-a para trabalhar cuidando das alfaias da Igreja. Estes não foram momentos nada fáceis para a serva de Deus, que muitas vezes teve que repetir “Deus cuida!”.

Mesmo estando sozinha, Catarina vive com fidelidade sua consagração a Deus. Sempre silenciosa e confiante no Deus Providente, não cruza os braços diante da realidade que está à sua frente: crianças pobres brincando na rua, sem nenhuma instrução escolar ou religiosa, doentes abandonados em sua enfermidade, pessoas precisando de uma palavra amiga. Começa a ensinar a catequese às crianças e visitar os doentes. Aos poucos, ela vai cativando as pessoas ao seu redor, e também o Pároco. E quando outras jovens e senhoras pedem para viver seu estilo de vida, Catarina sente ser este um sinal de Deus para fundar uma congregação.

Quando Catarina vai ao Bispo para pedir autorização para fundar a sua família religiosa e dar assistência às jovens, abrindo uma escola, ou seja, começando um pequeno internato para meninas, ele negou, pois ela não tinha instrução nem dinheiro para um empreendimento tão grande. Mas Catarina continuou a confiar em Deus, dizendo “Nada consegui, mas continuarei a confiar em Deus. Ele proverá!”. Por acreditar que esta é a vontade de Deus, insiste uma segunda vez no seu pedido, e desta vez, o Bispo lhe concede autorização para fundar a Congregação.

Assim, junto com outras três companheiras, funda a Congregação das Irmãs Franciscanas da Penitência e Caridade Cristã, no dia 10 de maio de 1835, sempre repetindo à suas filhas: “Vivamos como verdadeiras filhas de São Francisco e Deus cuidará de nós!”. Catarina passa, então, a chamar-se Madre Madalena.

A Congregação cresceu e se espalhou por outros países. E hoje suas filhas continuam sua missão, sempre confiantes, pois “Deus Proverá!”.